Contribuições das MTCI na saúde mental

Contribuições das MTCI para fortalecer a saúde mental

Introducción

A saúde mental é uma área de grande importância para saúde pública, pois é essencial para o “bem-estar geral dos indivíduos, das sociedades e dos países”. No entanto, as perturbações mentais e comportamentais são comuns e podem afetar a todos os indivíduos independentemente da idade e sexo, causando um impacto econômico sobre as sociedades (1). Necessitando uma abordagem integrada de saúde pública como de cobertura universal, direitos humanos, práticas baseadas em evidências e a colaboração de múltiplos prestadores de atenção à saúde mental (2).

O crescente reconhecimento das contribuição das Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas – MTCI, (3) vem apresentando de maneira mais evidente no campo da saúde mental, por meio de práticas baseadas em evidências como Mindfulness para ansiedade (4) e transtorno de estresse pós-traumático (5), Yoga para depressão (6), na efetividade clínica de Massagem Terapia aplicada a criança (7). Vista também na participação de agentes da Medicina Tradicional e curandeiros na atenção primária à saúde, por meio do enfoque intercultural, que responde as necessidades especificas de grupos étnicos no contexto das determinantes sociais da saúde; contribuindo na redução das iniquidades e desigualdades étnicas e raciais, bem como estigmas e discriminação sofrida pela população com transtornos mentais (8,9).

Os impactos adicionais a saúde mental causados pelo surto da doença do novo coronavírus Covid-19, como medo, estresse, preocupação, bem como estigma, discriminação, violação dos direitos humanos e interrupção dos sistemas de cuidados da saúde mental (10). Levou a priorização da produção de evidências científicas referentes às MTCI, afim de contribuir com as necessidades marcadas nos individuos que são afetados pelo contexto da pandemia de Covid-19 (11).

Referencias

  1.  Organização Mundial da Saúde. Relatório mundial da Saúde. Saúde mental: nova concepção, nova esperança, 2001. Disponível em: https://www.who.int/whr/2001/en/whr01_po.pdf
  2. Organização Mundial da Saúde. Comprehensive mental health action plan 2013-2020-2030 Available from: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/97488/9789243506029_spa.pdf?sequence=1
  3. World Health Organization. (‎2013)‎. WHO traditional medicine strategy: 2014-2023. World Health Organization. https://apps.who.int/iris/handle/10665/92455
  4. Pascoe, M. C., Thompson, D. R., Jenkins, Z. M., & Ski, C. F. (2017). Mindfulness mediates the physiological markers of stress: Systematic review and meta-analysis. Journal of psychiatric research, 95, 156–178. https://doi.org/10.1016/j.jpsychires.2017.08.004
  5. Kearney, D. J., Simpson, T. L., Malte, C. A., Felleman, B., Martinez, M. E., & Hunt, S. C. (2016). Mindfulness-based Stress Reduction in Addition to Usual Care Is Associated with Improvements in Pain, Fatigue, and Cognitive Failures Among Veterans with Gulf War Illness. The American journal of medicine, 129(2), 204–214. https://doi.org/10.1016/j.amjmed.2015.09.015
  6. Nguyen-Feng, V. N., Clark, C. J., & Butler, M. E. (2019). Yoga as an intervention for psychological symptoms following trauma: A systematic review and quantitative synthesis. Psychological services, 16(3), 513–523. https://doi.org/10.1037/ser0000191
  7. McLay, L. L., & France, K. (2016). Empirical research evaluating non-traditional approaches to managing sleep problems in children with autism. Developmental neurorehabilitation, 19(2), 123–134. https://doi.org/10.3109/17518423.2014.904452
  8. Promoting Mental Health in Indigenous Populations. Experiences from Countries. A collaboration between PAHO/WHO, Canada, Chile and Partners from the Region of the Americas 2014-2015. Washington, DC : PAHO, 2016
  9. Organização Mundial da Saúde. Relatório mundial da Saúde. Saúde mental: nova concepção, nova esperança, 2001. Disponível em: https://www.who.int/whr/2001/en/whr01_po.pdf
  10. Como lidar com os aspectos psicossociais e de saúde mental referentes ao surto de COVID-19. Versão 1.5, março 2020. IASC – Inter-Agency Standing Committee [Acessado em: 01 de outubro de 2020] Disponível em: https://interagencystandingcommittee.org/system/files/2020-03/IASC%20Interim%20Briefing%20Note%20on%20COVID-19%20Outbreak%20Readiness%20and%20Response%20Operations%20-%20MHPSS%20%28Portuguese%29.pdf
  11. World Health Organization 2020. The impact of COVID-19 on mental, neurological and substance use services: results of a rapid assessment. Geneva: World Health Organization; 2020. Available from: https://www.who.int/publications/i/item/978924012455
  12. Contribuições das Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) em tempos de COVID-19. BVS Mapa de Evidências [Online]. São Paulo: BIREME/OPAS/OMS. 2020 [Acessado em: 02 de julho de 2020] Disponível em: http://mtci.bvsalud.org/mapas-de-evidencia/

Saúde mental

Estabelecida na Constituição da Organização Mundial da Saúde, a saúde mental é parte integrante de um expansivo conceito de saúde em que assume o “estado completo de bem-estar” e não somente a “ausência de doença ou de enfermidade”, sendo interdependente do “bem-estar físico e social” (1). Este conceito aponta à superação negativa da saúde, como ausência de doença (2), e em termos de concepção da visão mecanicista do homem (3); reforçando a concepção positiva de saúde (4). Bem como, relaciona-se com o conceito “holístico”; no qual “o homem só pode ser considerado em termos de “todo” composto de elementos físicos, vitais, componentes mentais, sociais e espirituais, não isoladamente, mas em um todo integral” (5). Ou “vitalista”, em que considera o Ser humano em um sentido de totalidade, nos aspectos “bio-psico-social-espiritual”, estando “interconectado com a natureza e outros seres vivos”; e nele contendo “força ou energia vital” (6) determinando a saúde e doença a partir do “equilíbrio” ou “harmonia” (7,8). Essa concepção vitalista está relacionada às racionalidades médicas não convencionais (9) das medicinas orientais, como a Medicina Tradicional Chinesa (10,11) ou Ayurveda (12,13) e às medicinas ocidentais, como homeopatia (14) ou antroposofia (15); assim como nas medicinas indígenas da região das Américas (16), que “em outras palavras, a saúde, ao incorporar diversos paradigmas da perspectiva indígena, se expressa nas relações dinâmicas e no equilíbrio entre os componentes indissociáveis ​​do individual (físico, mental, emocional e espiritual) e do coletivo (ecológico, político, econômico, cultural, social e, mais uma vez, espiritual)”, sendo para os povos indígenas equivalente a noção de bem-estar do conceito de saúde da Organização Mundial da Saúde (17). 

A saúde mental como parte integrante do conceito de saúde da OMS, e definida a partir do estado de bem-estar abrange, entre outras, em que:  “a pessoa materializa suas capacidades e é capaz de lidar com o estresse normal da vida, de trabalhar de forma produtiva e de contribuir para o desenvolvimento de sua comunidade” (18). Sendo também definidas em diferentes culturas; no entanto, de modo distinto, porém compreende-se que a saúde mental é “mais do que a ausência de perturbações mentais” (18).

Referências

  1.     Organização Mundial da Saúde. Constituição da Organização Mundial da Saúde. Documentos básicos, suplemento da 45ª edição, outubro de 2006. Disponível em espanhol em: https://www.who.int/governance/eb/who_constitution_sp.pdf.
  2.   Almeida Filho Naomar de, Jucá Vládia. Saúde como ausência de doença: crítica à teoria funcionalista de Christopher Boorse. Ciênc. saúde coletiva  [Internet]. 2002 [cited  2020  Aug  21] ;  7( 4 ): 879-889. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413 81232002000400019&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232002000400019.
  3.         Donatelli, Marisa Carneiro de Oliveira Franco. (2003). Descartes e os médicos. Scientiae Studia , 1 (3), 323-336. https://doi.org/10.1590/S1678-31662003000300004.
  4.         Coelho Maria Thereza Ávila Dantas, Almeida Filho Naomar de. Conceitos de saúde em discursos contemporâneos de referência científica. Hist. cienc. saude-Manguinhos  [Internet]. 2002  Aug [cited  2020  Aug  23] ;  9( 2 ): 315-333. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702002000200005&lng=enhttp://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702002000200005.
  5.           Organização Mundial da Saúde . (1998). WHOQOL e Espiritualidade, Religiosidade e Crenças Pessoais (SRPB). Organização Mundial de Saúde. https://apps.who.int/iris/handle/10665/70897
  6.     Luz, Madel Natural, racional, social: razão médica e racionalidade moderna [recurso eletrônico] / Madel Luz; editor: Rodrigo Murtinho. Rio de Janeiro : Fiocruz : Edições Livres, 2019. 184 p.; 30 cm.
  7.           LUZ, M. Saúde. (verbete) In: EPSJV & Estação de Trabalho Observatório dos Técnicos em Saúde (Orgs.) Dicionário da Educação Profissional em Saúde. Rio de Janeiro: EPSJV, 2006.  
  8. Castro, Fabiano S., & Landeira-Fernandez, J.. (2011). Alma, corpo e a antiga civilização grega: as primeiras observações do funcionamento cerebral e das atividades mentais. Psicologia: Reflexão e Crítica, 24(4), 798-809. https://doi.org/10.1590/S0102-79722011000400021.
  9. Teixeira, M. (2017). Antropologia Médica Vitalista: uma ampliação ao entendimento do processo de adoecimento humano. Revista De Medicina, 96(3), 145-158. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v96i3p145-158.
  10. 10 Ferreira Claudia dos Santos, Luz Madel Therezinha. Shen: categoria estruturante da racionalidade médica chinesa. Hist. cienc. saude-Manguinhos  [Internet]. 2007  Sep [cited  2020  Aug  23] ;  14( 3 ): 863-875. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702007000300010&lng=enhttps://doi.org/10.1590/S0104-59702007000300010..
  11. World Health Organization.  Benchmarks for training in traditional / complementary and alternative medicine. Benchmarks for Training in Traditional Chinese Medicine, 2010.
  12. Devesa ACRS.  Ayurveda –  a medicina clássica indiana.  Rev Med (São Paulo).  2013;92(3):156-65.  http://dx.doi. org/10.11606/issn.1679-9836.v92i3p156-165.
  13. World Health Organization. Benchmarks for training in traditional / complementary and alternative. medicine Benchmarks for Training in Ayurveda. 2010.
  14. Teixeira  MZ.  Concepção  vitalista  de  Samuel  Hahnemann. São Paulo: Robe Editorial; 1996. http://www.homeozulian. med.br/homeozulian_visualizarlivroautor.asp?id=2.
  15. Follador ECR. Medicina antroposófica: um novo paradigma para as questões da medicina moderna. Rev Med (São Paulo). 2013;92(3):166-72. http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679- 9836.v92i3p166-172.
  16. Organización Panamericana de la Salud.  Sistemas de salud tradicionales en America Latina y el Caribe: informacion de base. Washington, D.C: Organización Panamericana de la Salud; 1999.Organización Panamericana de la Salud. La salud de los pueblos indígenas de las Américas: conceptos, estrategias, prácticas y desafíos. Organización Panamericana de la Salud. 14 Abr 2009.
  17. Organização Mundial da Saúde. Comprehensive mental health action plan 2013-2020-2030 Available from: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/97488/9789243506029_spa.pdf?sequence=1.
  18.  Organização Mundial da Saúde. Relatório mundial da Saúde. Saúde mental: nova concepção, nova esperança, 2001.

Determinantes da saúde mental e dos trastornos mentais
Diversos fatores determinam as condições da saúde mental e os transtornos mentais, sendo eles: individuais que referem-se a “capacidade de gerenciar nossos pensamentos, emoções, comportamentos e interações com os outros”, bem como os “fatores sociais, culturais, econômicos, políticos e ambientais, como políticas nacionais, proteção social, padrão de vida, condições de trabalho ou suporte social de a comunidade” (1). 

Dado que, ainda presentes, os estigmas e a discriminações ligadas aos portadores de perturbações mentais e comportamentais, bem como a insuficiência dos serviços e as desigualdades socioeconômicas configuram barreiras que violam os direitos humanos e limitam o acesso à saúde;  que devem ser superadas pela comunidade e governo de todos os países (1,2) 

A saúde mental é reconhecida como um direito fundamental de todo Ser humano, tal como descrita na constituição da Organização Mundial da Saúde; bem como o acesso ao mais alto grau de saúde em que não há “distinção de raça, religião, ideologia política ou condição econômica ou social” (3). 

A Conferência de Alma-Ata, realizada em 1978, reafirma a saúde, como a definição da Organização Mundial da Saúde, a qual a saúde mental é parte integrante, como um direito humano fundamental, e a conquista ao mais alto nível de saúde sendo a “mais importante meta social mundial”. E reitera partir dos cuidados primários em saúde, para proteção e promoção de saúde de todos os povos; reconhecendo as contribuições das Medicinas Tradicionais à essa meta, que seria alcançada até o ano 2000 (4).

Com as preocupações sobre as desigualdades em saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS), cria em março de 2005 a Comissão sobre Determinantes Sociais da Saúde (CSDH), a fim de prestar apoio no combate as causa sociais da saúde precária, bem como às desigualdades evitáveis ​​na saúde (5)

A estratégia de saúde universal da Organização Panamericana de Saúde, aprovada em 2014, a fim de reduzir as desigualdades por meio do acesso universal à saúde e cobertura universal da saúde, compreende a equidade em saúde como a “ausência de diferenças injustas no estado de saúde, no acesso a serviços de saúde integrais, oportunos e de qualidade, na contribuição financeira e no acesso a ambientes saudáveis.” (6) 

No entanto, ainda os impactos causados pelo colonialismo e racismo estrutural e as iniquidades e desigualdades sob determinantes sociais da saúde nos diferentes grupos étnicos das Américas, são refletidos no acesso universal à saúde e a cobertura universal à saúde, afetando as condições de saúde mental (7,8).

A Estratégia e Plano de Ação sobre Etnia e Saúde 2019-2025, em análise das desigualdades da saúde, reconhece, também, as desigualdades em saúde mental, e como proposta, a fim de, também, “fortalecer as capacidades institucionais e comunitárias” nas abordagens que integram as questões de etnias, interculturalidade e ações sobre os determinantes sociais, bem como “promover o reconhecimento dos conhecimentos ancestrais e da medicina complementar baseada em conhecimento, nos sistemas nacionais de saúde”, como ferramentas para eliminação de racismo e discriminação nos serviços de saúde, e à contribuir para a saúde universal e ao acesso à saúde universal (9). Sendo também “necessário superar o monoculturalismo e estabelecer pontos de diálogo intercultural e conhecimento complementar entre a medicina convencional e a medicina tradicional antiga” (10).

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Comprehensive mental health action plan 2013-2020-2030 Available from: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/97488/9789243506029_spa.pdf?sequence=1.
  2.   Organização Mundial da Saúde. Relatório mundial da Saúde. Saúde mental: nova concepção, nova esperança, 2001.
  3. Organização Mundial da Saúde. Constituição da Organização Mundial da Saúde. Documentos básicos, suplemento da 45ª edição, outubro de 2006. Disponível em espanhol em: https://www.who.int/governance/eb/who_constitution_sp.pdf.
  4. .Declaração de Alma-Ata. Conferência Internacional sobre cuidados primários de saúde; 6-12 de setembro 1978.
  5. CSDH (2008). Closing the gap in a generation: health equity through action on the social determinants of health. Final Report of the Commission on Social Determinants of Health. Geneva, World Health Organization.
  6. Organização Pan-americana da Saúde. Estratégia para o Acesso Universal à Saúde e a Cobertura Universal de Saúde [internet]. 53º Conselho diretor 66ª sessão do comitê regional da OMS para as Américas Washington, D. C, EUA, 29 de setembro a 3 de outubro de 2014 [consultado em 02 de julho de 2020] Disponível em: https://www.paho.org/hq/dmdocuments/2014/CD53-5-p.pdf.
  7. Comisión de la Organización Panamericana de la Salud sobre Equidad y Desigualdades en Salud en las Américas. Sociedades justas: equidad en la salud y vida digna. Informe de la Comisión de la Organización Panamericana de la Salud sobre Equidad y Desigualdades en Salud en las Américas. Washington, D.C.: OPS; 2019. [Consultado em 02 de julho de 2020] Disponível em: https://iris.paho.org/handle/10665.2/51615.
  8. Organização Pan-Americana da Saúde. Saúde nas Américas, Edição de 2017. Resumo do panorama regional e perfil do Brasil. Washington, D.C.: OPAS; 2017. [Acessado em 2 de julho de 2020] Disponível em: https://www.paho.org/salud-en-las-americas-2017/wp-content/uploads/2017/09/SA-2017-pt.pdf.
  9. Organização Pan-Americana da Saúde. Estratégia e plano de ação sobre etnia e saúde 2019–2025. Washington, D.C.: OPAS; 2019. [Acessado em 2 de julho de 2020] Disponível em: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/51753/OPASEGC19002_por.pdf?sequence=4&isAllowed=y
  10. Organización Panamericana de la Salud. “Salud Universal en el Siglo XXI: 40 años de Alma-Ata”. Informe de la Comisión de Alto Nivel. Edición revisada. Washington, D.C.: OPS; 2019.

Transtornos mentais

Compreendendo os problemas de saúde mental, também um tema importante para saúde pública internacional, pois os impactos se configuram por sua abrangência social, dos quais podem atingir toda a população, e principalmente grupos socioeconômicos vulneráveis (1). Os transtornos mentais, neurológicos e de uso de substâncias constituem 10% da carga global de morbimortalidade e 30% de doenças não fatais, a depressão afeta 264 milhões de pessoas e é uma das principais causas de deficiência e incapacidade. Cerca de 800.000 pessoas cometem suicídio a cada ano. O suicídio é a segunda principal causa de morte de pessoas de 15 a 29 anos (2). 

Referências

  1.       Organização Mundial da Saúde. Comprehensive mental health action plan 2013-2020-2030 Available from: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/97488/9789243506029_spa.pdf?sequence=1

2. World Health Organization. Salud mental.  [Consultado el 15-06-2020] Disponível em: https://www.who.int/es/news-room/facts-in-pictures/detail/mental-health

Saúde mental dos povos indígenas

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Saúde mental da crianças e do adolescente

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Saúde mental dos profissionais de saúde

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Saúde mental en emergências humanitárias

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Contribuições das MTCI em saúde mental no contexto de de COVID-19
As necessidades denotadas na atual crise de saúde pública em decorrência da pandemia do novo coronavírus COVID-19 (1), em que as comprovadas medidas, de quarentena e isolamento social, essenciais de proteção à saúde, e a fim de diminuir a velocidade do contágio (2,3), podem impactar na saúde mental e agravar em pessoas com vulnerabilidade socioeconômicas e transtornos mentais preexistentes. Mediante a essas interrupções sociais, que implicam mudanças nas relações humanas e suas dinâmicas de interações, podem provocar reações e sintomas de estresse, ansiedade e depressão, bem como outras consequências psicológicas associada. Assim como as discordâncias de informações e incertezas sobre as ameaças à saúde  podem comprometer o enfrentamento em manter as condições mentais saudáveis (4).

Visto isso, com o propósito de impedir os impactos negativos à saúde mental, recursos e estratégias utilizando as Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas são recomendadas por especialistas e entidades nas Américas. Dentre alguns países que promovem medidas de contribuição à saúde frente à pandemia de COVID-19, o Brasil em seu Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, por meio da recomendação nº 041, de 21 de maio de 2020, a qual considera também a importância da comunicação e informação, recomenda a ampla divulgação de evidências científicas sobre o uso das práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) (5). Que para essa, baseada nos resultados da produção de estudos que demonstram evidências. Os quais, também, evidenciam as PICS na contribuição à saúde mental, a saber: acupressão, acupuntura, auriculoterapia, eletroacupuntura, mantra, medicamentos de ervas chinesas, meditação, meditação transcendental, mindfulness, qi gong, tai chi, toque terapêutico, yoga (6).  Correspondendo a ação de promoção da saúde mental e prevenção de transtornos mentais por meio do “fomento das práticas tradicionais baseadas em evidências científicas” proposta pelo plano de ação sobre saúde mental da Organização Mundial da Saúde 2013-2020 (7).

Referências

  1. Organização Panamericana de Saúde. [Acessado em: 02 de julho de 2020] Disponível em:    https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6170:onu-destaca-necessidade-urgente-de-aumentar-investimentos-em-servicos-de-saude-mental-durante-a-pandemia-de-covid-19&Itemid=839.
  2.     World Health Organization. (2020) Report of the WHO-China joint mission on coronavirus disease 2019 (COVID-19). Geneva: Author. Retrieved from http://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/who-china-joint-mission-on-covid-19-final-report.pdf.
  3.     World Health Organization. Considerations for quarantine of individuals in the context of containment for coronavirus disease (COVID-19) [Acessado em 02 de julho de 2020] Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/considerations-for-quarantine-of-individuals-in-the-context-of-containment-for-coronavirus-disease-(covid-19).
  4. Como lidar com os aspectos psicossociais e de saúde mental referentes ao surto de COVID-19. Versão 1.5, março 2020. IASC – Inter-Agency Standing Committee [Acessado em: 01 de outubro de 2020] Disponível em: https://interagencystandingcommittee.org/system/files/2020-03/IASC%20Interim%20Briefing%20Note%20on%20COVID-19%20Outbreak%20Readiness%20and%20Response%20Operations%20-%20MHPSS%20%28Portuguese%29.pdf
  5. MININSTÉRIO DA SAÚDE (BRASIL), CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE, [Acessado em: 02 de julho de 2020] Disponível em: https://conselho.saude.gov.br/recomendacoes-cns/1192-recomendacao-n-041-de-21-de-maio-de-2020.
  6. Contribuições das Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) em tempos de COVID-19. BVS Mapa de Evidências [Online]. São Paulo: BIREME/OPAS/OMS. 2020 [Acessado em: 02 de julho de 2020] Disponível em: http://mtci.bvsalud.org/mapas-de-evidencia/.
  7. Organização Mundial da Saúde. Comprehensive mental health action plan 2013-2020-2030 Available from: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/97488/9789243506029_spa.pdf?sequence=1.

Enlaces relevantes

Título: Managing stress and the threat of COVID-19

Responsables/ Institución responsable: Minnesota Department of Health Center for Emergency Preparedness and Response

Descripción: Reconocer síntomas de estrés y breves recomendaciones de estrategias para abordarlo.

URL: https://www.health.state.mn.us/communities/ep/behavioral/stress_covid19.pdf.


Título: Consciousness in health

Responsables/ Institución responsable: Northwestern University Feinberg School of medicine

Descripción: Estrategias, audios, videos para promover bienestar  y resiliencia desde recursos salutogénicos

URL: http://www.consciousnessinhealth.org/.


Título: Strength-Based COVID-19 Resources

Responsables/ Institución responsable: VIa Institute of Character

Descripción: Recursos, infografías, programas de meditación sin costo

URL: https://www.viacharacter.org/covidcare.


Título: Cómo vivir con la ansiedad y la preocupación en medio de una incertidumbre global

Responsables/ Institución responsable: Psychology tools 

Descripción: Reconocimiento de emociones, síntomas y estrategias para manejo

URL: https://www.psychologytools.com/assets/covid-19/guide_to_living_with_worry_and_anxiety_amidst_global_uncertainty_es.pdf.


Título: Recursos para tiempos desafiantes

Responsables/ Institución responsable: Compassionate wellbeing

Descripción: Recursos, videos para promover bienestar en base a la compasión 

URL: https://www.compassionatewellbeing.com/compassion-safe-relating-and-world-change-lecture-series.html. 


Título: Maintaining health and wellbeing during the COVID-19 pandemic

Responsables/ Institución responsable: King´s College of London 

Descripción: Videos y recursos de estilos de vida en tiempos covid

URL: https://www.kcl.ac.uk/ioppn/maintaining-health-and-wellbeing-during-the-covid-19-pandemic.


Título: Cómo abordar salud mental y aspectos psicosociales del brote de COVID-19

Responsables/ Institución responsable: IASC,Inter-agency Standing Comitee

Descripción: Documento que ilustra recomendaciones generales, articulación de redes y por niveles de atención para apoyo psicosocial en catástrofes y emergencias. 

URL: https://interagencystandingcommittee.org/system/files/2020-03/IASC%20Interim%20Briefing%20Note%20on%20COVID-19%20Outbreak%20Readiness%20and%20Response%20Operations%20-%20MHPSS%20%28Spanish%29_0.pdf.


Título: Coronavirus (COVID-19): Resources for managing stress

Responsables/ Institución responsable: US departament of Veterans Affairs

Descripción: Contiende herramientas para manejo de estrés, en relación a decisiones en conducta, pensamiento y emociones. Recursos para comunidad general, trabajadores en salud y tomadores de decisiones.

URL: https://www.ptsd.va.gov/covid/index.asp


Título: 8 recomendações para ajudar as crianças a lidar com o estresse

Responsables/ Institución responsable: Unicef

Descripción: Orientaciones para ayudar a padres, familiares y/o cuidadores de niños

URL: https://www.unicef.org/brazil/media/8101/file/saude-mental-orientacoes-familias.pdf.


Título: 9 Recomendações para garantir o bem-estar 9 físico e mental de quem atua na linha de frente

Responsables/ Institución responsable: Unicef

Descripción: Orientaciones para profesionales de la salud

URL: https://www.unicef.org/brazil/media/8106/file/saude-mental_orientacoes-profissionais-saude.pdf.


Título: 10 recomendações para que os municípios e estados priorizem cuidados em saúde mental e suporte psicossocial

Responsables/ Institución responsable: Unicef

Descripción: Orientaciones para gestores en salud mental y soporte psicosocial

URL: https://www.unicef.org/brazil/media/8111/file/saude-mental_orientacoes-gestores.pdf.

Contribuciones de las MTCI en la salud mental. Mario Perilla

Contribuições das MTCI para a saúde mental. Danilo Alberti

Webinar Contribuciones de las MTCI en la salud mental